domingo, 31 de março de 2019

No ventre da madrugada,



“A noite engole os homens”, a madrugada acaricia os (as) poetas e os (as) metidos (as) a poeta, para pari-los (as) depois das 09:00 refeitos (as) de todos os sofrimentos...

Metabolismo notívago: seu intestino funciona bem de madrugada, seu apetite abre, você fica sem sono e mui motivado para fazer as coisas , tanto tarefas domésticas, como escrever, por exemplo. A internet fica como uma solução de contato com o mundo, se você passar a viver a noite.
Sempre tive inclinação para este tipo de vida, sempre n, porque durante a minha minha infância eu tinha mui medo de almas do outro mundo, de fantasmas, de capetas, mui vezes quando eu ficava acordado a noite , de madrugada era um terror, escutava gigantes negros arrastando correntes pelas ruas do PEÇANHA /MG, minha terra e suava frio. Na minha terra, existia uma cultura mui violenta para com os (as) meninos (as), uma de suas facetas era: a noite, adultos contarem histórias de assombração para crianças, com intuito destas se aquietarem… a gente ficava , geralmente, ficava quieto (a)...paralisado (a) de medo.
Tive pesadelos por mui tempo com um capetinha, meio parrudo, parecia um pouco um tatu de pé, com rabo de capeta com aquela seta na ponta, tinha como q, listas, faixas, como se fosse um persiana horizontal no peito continuando na barriga, ele era preto meio cinza, trazia um tridente em uma das mãos, acho q era uma imagem vista em algum desenho animado. Numa noite de pesadelo consegui espeta-lhe a bunda, com um lápis ou um garfo, não sei bem, e ele correu...creio q aí começou minha libertação do medo de fantasmas, almas do outro mundo e capetas.
Eu aprendia a tocar bombardino na banda do colégio aqui em Belzonte, o instrumento tem um timbre grave, barítono. Chegava em casa, tirava a blusa ou o jaleco (q parecia um paletó) do uniforme, almoça, entrava para o meu quarto, tirava as calças e só de cueca samba canção dormia até as duas da tarde, acordava, assentava-me na janela, que dava para um alpendre e assoprava o bombardino a plenos pulmões….só q um dia dormi por 12 horas…. aí quando o grave som ecoou na madrugada além do susto em minha família, causei uma taquicardia na Dona Tufia, uma libanesa, q morava no apartamento de baixo….n me lembro se entonces meu pai deu o seu celebre grito reservado para estas ocasiões: Zé Ber- nar-dinuuuu!!!! Celto é, q me ficou de aprendizado, q n se deve tocar bombardino e  assemelhados as duas da madrugada assentado na janela do seu quarto!
Fora tocar celtos instrumentos de sopro e ter medo de fantasmas, a madruga, em sua casa, é mui boa para outras artes e correlatos, ler , escrever, até mesmo desenhar...foi com mui alegria  q tomei conhecimento, um dia, da palavra: “notívago” e do significado dela….pq nestas alturas eu já amava a madrugada!
Tem tb a história da boemia tranquila, mas, o gostoso mesmo é conversar, escutar gente de papo bom, seja na sua casa ou em casa de amigos (as), outra dia mesmo, minha irmã, Ray se lembrava disto.
É claro q as manhãs e tardes tem o seu charme...mas, a madrugada é tida como um horário, somente, adequado ao sono...é (!) mas, n é só isto….volta e meia é bom se ter , viver momentos da madrugada, q são mui intensos, da-nos uma sensação de eternidade, q você você poderá ler o quanto quiser, ou escrever, compor ou desenhar, uma sensação de q você n precisará correr...q poderá caprichar...isto é mui bom!
Escuto pequenos barulhos no aconchego da madruga, 03:00, segundo meu falecido sobrinho, Babá, é a melhor hora de se falar com Deus…..
Estes dias revivemos os horrores da ditadura, depois q a pessoa q ocupa o cargo de presidente conclamou as forças armadas a comemorarem  o dia 31 de março, o dia da redentora (como o grande escritor Sérgio Porto chamava o movimento golpista)….creio, q intuitivamente, procurei a paz….para n sofrer com a recordação das atrocidades q já foram praticadas com nossos (as) irmãos (ãs) e q ainda hoje atingem os mais pobres…
Reencontrei a paz na madruga e é deste nicho de paz q’eu te desejo um lindo dia!

Sem rumo...


Às vezes, nos sentimos sem perspectiva nenhuma…..um branco na mente....
No começo nas cidades, q eu saiba, as pessoas apenas moravam, n pagavam impostos municipais, nem outras formas, podiam ficar sem luz ou com luz de lamparina, de lampião...podiam buscar água do chafariz , fazer uns biscates, plantar um quintal...enfim conseguir comida…cozinhar no fogo de lenha.
Enquanto n viesse uma doença grave, uma pessoa viveria nestas pobres condições. Seria , talvez, uma sobrevivência, mas, poderia ser também uma forma de vida, devido a liberdade de andar pela cidade e seus arredores.
Na cidade grande, atualmente, tem o raio do IPTU e do condomínio, além de n ter chafariz , biscates existem, mas, n daria o suficiente para se pagar o IPTU e o condomínio e o mínimo de uma conta de luz ou de querosene , vela o q fosse , além do gáz….
Enfim um governo popular deveria isentar as pessoas desempregadas do pagamento de condomínio e de IPTU, bem como aqueles (as) cuja a aposentadoria n desce para cobrir estes despesas…
aí enquanto as pessoas n arranjasse algum biscate , teriam tempo para pensar , ler, criar alguma coisa….
O quadro da crise me leva a pensar assim, de uma maneira simplória, num primeiro momento, mas, depois pode-se elaborar melhor estas ideias.... N sei como é em Cuba, mas, creio q mesmo com pouca remuneração e as vezes quase nenhuma, o estado proporciona meios de sobrevivência, no mínimo, e outras vezes proporciona condições até das pessoas viverem de forma razoavelmente bem. Na China dizem q o cara trabalha 12 horas / dia, mas, sobrevive e alguns já tem até um celto nível de conforto. Na Europa e nos EUA acho q os desempregados se ferram, tirando alguns países nórdicos.  Aqui n tem nada proposto ... o q fazer?
Além da ação política os militantes sociais, os partidos de esquerda, deveriam estar ajudando a pensar e por em prática articulações de sobrevivência e de vida. Veja o MST, por exemplo, tem isto, ao mesmo tempo q estão fazem movimento social e político, estão produzindo, vendendo produtos de alta qualidade...já os sem teto n tem nenhuma articulação deste tipo e os sem emprego num tem nem uma associação, quanto mais articulações deste tipo.
Entonces, pelo menos se escrever sobre….
Quem sabe chegaremos a discussão e uma ação, a pilotos….repensar o hippismo...alguém pode dizer q estas ideias tem a ver com o socialismo utópico…
Mas, o q vejo por aí , nos sites de esquerda é q haverá mui fome… q só com a derrubada do governo atual e a colocação em seu lugar de um governo progressista e q haverá solução para o empobrecimento geral...mesmo concordamos em parte com isto, pois uma solução definitiva,  no nosso entender só acontecerá, quando os governos dos países centrais,  metropoles se tornarem Comunista, entendemos, q da mesma forma q o MST conseguiu desenvolver uma grande articulação de sobrevivência, outros grupos, associações de pessoas com interesse comum também poderão ter a sua articulação vitoriosa.
Outra coisa é q o governo americano enquanto não deixar de ser imperialista vai lutar contra todos os governos socialista e contra todos os governos democráticos progressista, várias vezes conseguindo derruba-los, assim sendo, enquanto o Carnaval n chega, temos de pensar em articulações de sobrevivência…..
Por favor, deem pitacos, critiquem, propoam .......

sábado, 16 de março de 2019

Buscando e Encontrando Caminho!



Fotos do Instagram de Lu de Franco, de rescende visita dele aos Candombes no
bairro Concórdia, BH.



 Na foto acima, Lu de Franco, advogado, apreciador e entendido da cultura Afro-brasileira, participante de vários blocos Carnavalescos belo-horizontinos, gourmet, enfim um cidadão cultural, além de um grande bom caráter .
 
Eu pensei que era outra coisa, mas é a mesma. É desigual mas n importa, segue-se e catuca dali e daqui e vamos tentando fazer alguma coisa. E quando conseguimos, ótimo, naturalmente, estamos falando de coisas boas. Mas, o negócio é conseguir o suficiente, conseguir produzir a vida e mais um pouco, q dê para o champanhe, o q é mui bom!
Tudo se dá em sociedade, já dizia um celto colunista social, isto mesmo, no tempo q ainda existia society [lugar dos (as) hoje chamados (as) socialites], estes colunistas eram mui puxa sacos dos q se diziam ricos, mas, o cara, disse uma verdade. Bem entendido, o que ele (colunista) entendia como sociedade era um grupinho da sua província, q ele via como elite e q teria até destaque internacional, no entanto, ontem como hoje, estas pessoas, n passavam de colonizadas. A sociedade a qual queremos nos referir é a sociedade civil, que é ampla, inclui o rebanho ovino suprarreferido, assim como os carneiros de chifre, que o comandam, inclui outros grupos e elementos da fauna humana, enfim inclui todas as classes sociais de todo o país.
O colunista social, já falado, acertou em cheio, no “tudo se dá em sociedade”, porque em sociedade se pode ouvir e falar, intervir e isto repercute, ou seja, você fala com a sociedade, mas, celtamente, num é chegando na esquina e gritando alô (!) alô (!) sociedade (!) eu quero dizer isto assim assado para você, poderia até ser….mas, cremos q o falante n seria ouvido...mas, algumas vezes, somos ouvidos nos microcosmos sociais e isto se propaga por toda sociedade. Tb ouvimos e aprendemos coisas, q também se propagarão.
Esta propagação por toda sociedade se dá através da chamada capilaridade, ou seja, passa pelas ligações, conexões existente entre os grupos sociais: grupos de uma mesma igreja, turmas de boteco, de colegas de serviço, q se encontram fora do horário de serviço, grupos artísticos, pessoas que praticam esporte juntas, times, grupos de dança, grupos folclóricos.
A comunicação de massa, gritada em alto-falante, em outdoor, no rádio, na TV, em jornal de grande circulação, levam uma msg para as pessoas, mas, no nosso entender, na marra, entonces, é uma espécie de efeito hipnótico , msg de teatro grego, como descargas de emoção, chegando-se a catarse, pelo menos um celta comunicação sensacionalista é assim. Enquanto a comunicação em grupos menores, tende a ser brechtiana, uma comunicação tipo a que acontece no teatro no estilo de Bertolt Brechti, seria uma comunicação q levaria as pessoas a pensar sobre o assunto, chegando-se mesmo a tomar consciência de prs sociais e principalmente, de soluções, bem como de prs e soluções pessoais / individuais,
Esta conscientização é benfazeja, leva a transformações sociais, pois através dos tempos quem cria o Estado é a sociedade civil, q adquiri de tempo em tempo uma capacidade revolucionária, através de uma classe dominada que se revolta contra a dominante, vendo-a e criando assim uma outra sociedade civil, q cria outro Estado.
Dizem q o Comunismo é sociedade sem classe e q isto será possível quando a luta proletária se internacionalizar….já falamos isto um monte de vezes, e parece q tdo, hoje em dia, está internacionalizado, mas, n é sobre isto, q desejamos falar.
Nosso maior interesse e regozijo é a circulação de informes sobre “articulações de sobrevivência” ou de vida mesmo, porque n (?). Existe a crise, mas, ela tem de ser superada dia-a-dia, até se chegar a uma sociedade sem crise e como fazer isto? Simplesmente buscando conviver em vários microcosmos sociais, daí virá a luz!
Nestes dias vi no Instagram meu amigo Lu de Franco, visitando um grupo de candombe no bairro Concórdia em BH, postou fotos de bandeiras de Nossa Senhora do Rosário, de roda de samba, posou com uma senhora, q pode ser uma Rainha Conga e postou o retrato. Tudo mui lindo e creiam-me válido enquanto vida e articulação de sobrevivência.
Pela aí, encontraremos a verdade, o caminho e luz!

iteatrólogo alemão, atuante mais ou menos entre a primeira e segunda guerra mundial, até depois da segunda. Usava o efeito de distanciamento, para evitar as descargas de emoção, baseou-se no teatro chinês e no teatro experimental russo. Entende-se, que uma msg distanciada seja mais interiorizada por quem a recebe, q o receptor pensara depois sobre esta msg, enquanto uma mensagem passada como descargas de emoção, entra por um ouvido e sai pelo outro, no máximo levando as pessoas a ações ou reações emocionais, euforias, histerias, ou até mesmo a atos violentos, tipo os de torcidas de futebol.

No ventre da madrugada,

“A noite engole os homens”, a madrugada acaricia os (as) poetas e os (as) metidos (as) a poeta, para pari-los (as) depois das 09:00 ref...