Prezado
primo Renato Caldeira,
Em
resposta ao seu comentário, de como ficou horrível, o canto , no
último arrasto do Bloco dos Sujos, dou-te as seguinte explicações:
Nossa
gloriosa agremiação iniciou
há 28, como uma brincadeira, q eu e minhas irmãs, principalmente,
Maria Quitéria, e Tereza Gandra promovíamos para meus sobrinhos,
principalmente, Lena e Guiu (filhos da Ray) e de quebra
e no principio para os meninos do Soca.
Contextualizando.
Para q outras pessoas, além do meu primo possam entender. Eu e minha
irmã, Ray, lideramos, um Bloco, carnavalesco, q eu , José
Bernardino Medeiros nomeei: TROÇA CARNAVALESCA, SEGURA (o samba)
Q’EU DEIXO, BLOCO DOS SUJOS, lá no PEÇANHA / MG, minha terra, da
minha irmã e do Renato, nosso primo. O Bloco sai há mui anos. Antes
saia da casa de minha irmã e do meu cunhado, Maria Quitéria
(falecida) e Zé Miquelino (falecido), pertinho da Rua do Soca. Há
algum tempo sai da casa da minha irmã e minha, na Rua Carlos Cunha .
Retomando
o fio da meada, Com a Virgínia, minha sobrinha, aprendi, q um faixa
na frente da passeata, é fundamental para a orientação da mesma,
dá norte para, quem vem atrás, com o Fernando Pamplona, o pai de
todos os carnavalesco cariocas, aprendi , q todos os desfiles tem a
mesma base, seja militar (paradas), religiosos (procissões) ou
Carnavalescos , blocos, escolas de samba, ranchos. Daí se deduzir, q
bateria e canto / música são partes essenciais. As fantasias , no
caso de nosso Bloco, ficam por conta de cada pessoa , q deseja sair
no dito cujo.
Há
três anos com mais afinco, tendo fazer com q, uma música do Bloco
seja ouvida para ser cantada e acompanhada pela bateria. Fiz dois
Sambas para o bloco e o Vivite, um grande amigo, fez uma marcha.
A
primeira música que fiz, ‘Bossa Afrojeira, Samba de Marujeiro’,
foi gravada por Anderson Torga (violão e voz), cantor da noite
belo-horizontina, com bateria sintetizada. Levei a gravação para o
PEÇANHA, divulguei nas rádios de lá, distribui impressos com a
letra . Os bateristas mais próximos lá de casa me falaram, q n
conseguiriam bater, acompanhar o Samba na bateria e q os outros caras
q se acoplam, na bateria no dia em q o bloco sai n tocariam aquele
ritmo de samba.
Dito
e feito. além disto, quando entramos na avenida, rodava, no som do
palanque, a música do Vivite. só no finzinho do arrasto, meu Samba
foi rodado.
O
Samba, Arenga do Bengo, também gravada por Anderson e no ano
atrasado, regravada por Lourdinha, irmã do Chico Peçanha, também,
teve sua saga. Tentei fazer o Samba ser cantado do mesmo jeito do
primeiro, só q desta vez distribui, CDs, com a letra da música
impressa e n divulguei nas rádios. Além disto tentei ensaiar, coisa
q também, tentei com o primeiro samba, neca de pitibiriba, nem
ensaio, nem Samba
cantado na avenida.
O
Samba regravado , com um arranjo belíssimo do Chico, q segundo o
mesmo jogou o Samba pru popular, cavaco sintetizado no órgão, se
tornou uma peça, q no meu entender, precisava ser trabalhada, para
ser cantada no Bloco. Primeiro tentei formar um coral p a gravação,
neca! Tentei formar um coral com meninos e meninas, o Chico topou
dirigir o coral, q na verdade seria um coro, em principio
em uníssono, mas, o
Chico falou, q n assumiria o recrutamento do pessoal, entonces n deu
para formar o coro. Todas as vezes eu pedi um apoio vogal aqui na
internet, nos arrastos eu notei, q alguns pessoas tentavam cantar,
mas, tudo desparecia sob o som da bateria.
O
ano atrasado n fui no PEÇANHA durante o Carnaval. Mandei um amigo, q
junto com outros amigos do PEÇANHA e da região colocaram o Bloco na
rua.
Este
ano montei o esquema, dois estandartes, um carrinho de supermercado
com um som dentro, o primeiro Samba , ‘Bossa Afrojeira, Samba de
Marujeiro’ gravado em ritmo de marcha, q seria mais fácil, bem
mais fácil de ser acompanhado pela bateria, porém, com uma espécie
de inverso de playback, a voz de um cantor ou cantora ou de um coro,
na capela, o acompanhamento viria por cima, ao vivo, com a bateria
batendo e cantando, usar-se-ia (sai temer) um pendrive com a gravação
para rodar no som do carrinho e outro no som do palanque oficial municipal.
Simples
né? Simples uma ova! Primeiro cortei um doze devido ao som estar
atrapalhado, porque cachorro urinou nele, mesmo assim o microfone
ficou na tabua da beirada, depois q consertou tdo, isto ainda em BH.
Depois, no PEÇANHA, os bateristas mais chegado, q n apareciam, n
tinha carrinho para o som, n consegui me encontrar com os lideres da
ex-bateria da Liberdade (Escola de Samba) q ia se acoplar ao Bloco,
lá na praça da igreja, n tinha porta estandarte, n tinha carrinho
para o som, nem um cara p empurrar o carrinho….
Aí
a Ray arrumou um carrinho emprestado no supermercado do Tô, para a
gente colocar o som, a Aline França, vice-prefeito, tinha conversado
com o pessoal do som do palanque e da ex-bateria da Liberdade, um
amigo, o Sérgio do Taxi, arrumou um cara para empurrar o carrinho, apareceu uma porta estandarte, depois um outro, aliás, desfilou
pulando feito um cabrito. Fui levar o pendrive p o pessoal do som do
palanque, na volta um cara da ex-bateria da Liberdade me gritou,
gritando também , q ele sairiam do 'Galo de Ouro' (bar e
restaurante) para se integrarem a bateria do Bloco. Ressalvo, q as
coisas n aconteceram necessariamente na ordem em q escrevi.
A
pátria
e a família estavam salvas, mas, aí cadê a bateria, q ia
subir
com o bloco, batendo no ritmo de marcha, dois chegados, q em
principio entendiam , q a dupla
dava para puxar o Bloco, deram chabu,
quando viram o tanto de escrota e outros bichos, q tinha na rua,
resolveram então seguir meu conselho, chamaram
uns garotos, q estavam desejoso de bater e formaram uma
bateria, batendo marcha.
Bioca,
rainha do Bloco, já estava a toda, num glorioso maiô, de material
reciclado, atrás seu ajudante de ordem, q confeccionou a fantasia,
Ray subiu no Táxi do Sérgio, para encontrar com o Bloco no começo
da avenida principal da cidade. Subimos a ladeira com a musica em
ritmo de marcha rolando no som dentro do carrinho de super mercado e
na bateria, que chegou até a cantar a música, mas, depois passaram
pruma outra pornô. E eu segurando carrinho de som, ajudando o
empurrador, e dirigindo os porta estandartes e mantendo a
harmonia, para q o Bloco chegasse compacto , conforme Babá me
ensinou, ao entrar na avenida. Fomos nós...e eu feliz da vida...
Paramos
na entrada da avenida , para esperar a Ray, ela n demorou, a ex
bateria da Liberdade já havia se misturado com nossa pequena
bateria, o pau quebrou, mas n tocaram marcha, foi Samba, Bioca se
espalhou, a Ray vinha em sua eminência, escutei então a minha música , em alto e bom som na
avenida, pela primeira vez, mesmo, n sendo acompanhada pela bateria,
e mui menos cantada pelas pessoas, tive vontade de chorar.
Foi
um dos desfile mais alegre, q participei no nosso Bloco, as pessoas
estavam mui felizes. Quando sai da multidão para acompanhar os
estandartes e o carrinho com o som, até lá em casa, várias pessoas,
principalmente jovens me cumprimentaram, e eu via nos olhos delas
aquele sincero júbilo Carnavalesco.
Valeu!
Nenhum comentário:
Postar um comentário