domingo, 1 de abril de 2018

Resposta a uma crítica do meu canto.

Prezado primo Renato Caldeira,


Em resposta ao seu comentário, de como ficou horrível, o canto , no último arrasto do Bloco dos Sujos, dou-te as seguinte explicações:
Nossa gloriosa agremiação iniciou há 28, como uma brincadeira, q eu e minhas irmãs, principalmente, Maria Quitéria, e Tereza Gandra promovíamos para meus sobrinhos, principalmente, Lena e Guiu (filhos da Ray) e de quebra e no principio para os meninos do Soca.
Contextualizando. Para q outras pessoas, além do meu primo possam entender. Eu e minha irmã, Ray, lideramos, um Bloco, carnavalesco, q eu , José Bernardino Medeiros nomeei: TROÇA CARNAVALESCA, SEGURA (o samba) Q’EU DEIXO, BLOCO DOS SUJOS, lá no PEÇANHA / MG, minha terra, da minha irmã e do Renato, nosso primo. O Bloco sai há mui anos. Antes saia da casa de minha irmã e do meu cunhado, Maria Quitéria (falecida) e Zé Miquelino (falecido), pertinho da Rua do Soca. Há algum tempo sai da casa da minha irmã e minha, na Rua Carlos Cunha .
Retomando o fio da meada, Com a Virgínia, minha sobrinha, aprendi, q um faixa na frente da passeata, é fundamental para a orientação da mesma, dá norte para, quem vem atrás, com o Fernando Pamplona, o pai de todos os carnavalesco cariocas, aprendi , q todos os desfiles tem a mesma base, seja militar (paradas), religiosos (procissões) ou Carnavalescos , blocos, escolas de samba, ranchos. Daí se deduzir, q bateria e canto / música são partes essenciais. As fantasias , no caso de nosso Bloco, ficam por conta de cada pessoa , q deseja sair no dito cujo.
Há três anos com mais afinco, tendo fazer com q, uma música do Bloco seja ouvida para ser cantada e acompanhada pela bateria. Fiz dois Sambas para o bloco e o Vivite, um grande amigo, fez uma marcha.
A primeira música que fiz, ‘Bossa Afrojeira, Samba de Marujeiro’, foi gravada por Anderson Torga (violão e voz), cantor da noite belo-horizontina, com bateria sintetizada. Levei a gravação para o PEÇANHA, divulguei nas rádios de lá, distribui impressos com a letra . Os bateristas mais próximos lá de casa me falaram, q n conseguiriam bater, acompanhar o Samba na bateria e q os outros caras q se acoplam, na bateria no dia em q o bloco sai n tocariam aquele ritmo de samba.
Dito e feito. além disto, quando entramos na avenida, rodava, no som do palanque, a música do Vivite. só no finzinho do arrasto, meu Samba foi rodado.
O Samba, Arenga do Bengo, também gravada por Anderson e no ano atrasado, regravada por Lourdinha, irmã do Chico Peçanha, também, teve sua saga. Tentei fazer o Samba ser cantado do mesmo jeito do primeiro, só q desta vez distribui, CDs, com a letra da música impressa e n divulguei nas rádios. Além disto tentei ensaiar, coisa q também, tentei com o primeiro samba, neca de pitibiriba, nem ensaio, nem Samba cantado na avenida.
O Samba regravado , com um arranjo belíssimo do Chico, q segundo o mesmo jogou o Samba pru popular, cavaco sintetizado no órgão, se tornou uma peça, q no meu entender, precisava ser trabalhada, para ser cantada no Bloco. Primeiro tentei formar um coral p a gravação, neca! Tentei formar um coral com meninos e meninas, o Chico topou dirigir o coral, q na verdade seria um coro, em principio em uníssono, mas, o Chico falou, q n assumiria o recrutamento do pessoal, entonces n deu para formar o coro. Todas as vezes eu pedi um apoio vogal aqui na internet, nos arrastos eu notei, q alguns pessoas tentavam cantar, mas, tudo desparecia sob o som da bateria.
O ano atrasado n fui no PEÇANHA durante o Carnaval. Mandei um amigo, q junto com outros amigos do PEÇANHA e da região colocaram o Bloco na rua.
Este ano montei o esquema, dois estandartes, um carrinho de supermercado com um som dentro, o primeiro Samba , ‘Bossa Afrojeira, Samba de Marujeiro’ gravado em ritmo de marcha, q seria mais fácil, bem mais fácil de ser acompanhado pela bateria, porém, com uma espécie de inverso de playback, a voz de um cantor ou cantora ou de um coro, na capela, o acompanhamento viria por cima, ao vivo, com a bateria batendo e cantando, usar-se-ia (sai temer) um pendrive com a gravação para rodar no som do carrinho e outro no som do palanque oficial municipal.
Simples né? Simples uma ova! Primeiro cortei um doze devido ao som estar atrapalhado, porque cachorro urinou nele, mesmo assim o microfone ficou na tabua da beirada, depois q consertou tdo, isto ainda em BH. Depois, no PEÇANHA, os bateristas mais chegado, q n apareciam, n tinha carrinho para o som, n consegui me encontrar com os lideres da ex-bateria da Liberdade (Escola de Samba) q ia se acoplar ao Bloco, lá na praça da igreja, n tinha porta estandarte, n tinha carrinho para o som, nem um cara p empurrar o carrinho….
Aí a Ray arrumou um carrinho emprestado no supermercado do Tô, para a gente colocar o som, a Aline França, vice-prefeito, tinha conversado com o pessoal do som do palanque e da ex-bateria da Liberdade, um amigo, o Sérgio do Taxi, arrumou um cara para empurrar o carrinho,  apareceu uma porta estandarte, depois um outro, aliás, desfilou pulando feito um cabrito. Fui levar o pendrive p o pessoal do som do palanque, na volta um cara da ex-bateria da Liberdade me gritou, gritando também , q ele sairiam do 'Galo de Ouro' (bar e restaurante) para se integrarem a bateria do Bloco. Ressalvo, q as coisas n aconteceram necessariamente na ordem em q escrevi.
A pátria e a família estavam salvas, mas,  aí cadê a bateria, q ia subir com o bloco, batendo no ritmo de marcha, dois chegados, q em principio entendiam , q a dupla dava para puxar o Bloco, deram chabu, quando viram o tanto de escrota e outros bichos, q tinha na rua, resolveram então  seguir meu conselho, chamaram uns garotos, q estavam desejoso de bater e formaram uma bateria, batendo marcha.
Bioca, rainha do Bloco, já estava a toda, num glorioso maiô, de material reciclado, atrás seu ajudante de ordem, q confeccionou a fantasia, Ray subiu no Táxi do Sérgio, para encontrar com o Bloco no começo da avenida principal da cidade. Subimos a ladeira com a musica em ritmo de marcha rolando no som dentro do carrinho de super mercado e na bateria, que chegou até a cantar a música, mas, depois passaram pruma outra pornô. E eu segurando carrinho de som, ajudando o empurrador, e dirigindo os porta estandartes e  mantendo a harmonia, para q o Bloco chegasse compacto , conforme Babá me ensinou, ao entrar na avenida. Fomos nós...e eu feliz da vida...
Paramos na entrada da avenida , para esperar a Ray, ela n demorou, a ex bateria da  Liberdade já havia se misturado com nossa pequena bateria, o pau quebrou, mas n tocaram marcha, foi Samba, Bioca se espalhou, a Ray vinha em sua eminência, escutei então a minha música , em alto e bom som na avenida, pela primeira vez, mesmo, n sendo acompanhada pela bateria, e mui menos cantada pelas pessoas, tive vontade de chorar.
Foi um dos desfile mais alegre, q participei no nosso Bloco, as pessoas estavam mui felizes. Quando sai da multidão para acompanhar os estandartes e o carrinho com o som, até lá em casa, várias pessoas, principalmente jovens me cumprimentaram, e eu via nos olhos delas aquele sincero júbilo Carnavalesco.
Valeu!






















































































































































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