Perdeu-se!
Essa matéria já estava quase pronta. Começava assim: Nossa (!) q
cara de cansado! E aí...acostuma-se com a cara, e n se acha mais, q
ela transmita tanto cansaço assim.
Seria
uma taça? Taça de chope fica esquisito, mas vá lá. Chopinzinho
honesto o do Amarelin, Av Prudente (q fica em cima do Córrego do
Leitão), em uma margem , o bairro Santo Antônio, na outra, Cidade
Jardim, Coração de Jesus e Luxemburgo, BH.
Branco
e ouro velho, Marquin, um cãozinho da irmã de Berna, q fica mais na
casa dele do q na dela, a negra Free é dele, mas, uma cadelinha com
a cara tão grande (?) é pq o retrato foi tirado de perto! KKKK
E
ai na outra mesa, em frente a de Berna, uma loira tatuada, duas
garotinhas brincam em volta da mesa, quase ao lado da moça o pai das
menininhas, do lado oposto um cara bolado e um outro, aparentemente,
mais velho do que Berna.
Berna
já relaxado, pq o garçom trouxe água para seus cachorrinhos e já
esquecido da culpa de ter comido seu semelhante presente na linguiça
de porco, olhava a cena da outra mesa, enquanto sua imaginação
vagava sem noção de presente , passado e futuro.
Na
sua viajem o povo de antanho via a cena das duas mesas e se
escandalizava. Já racionalizando, pensou nos antigos vendo os casais
de homem com homem e mulher com mulher, q aparecem com mui frequência
nas vias e lugares públicos.
Quantos
(as), dos (as) antigos (as) escandalizar-se-iam , quantos (as)
sentir-se-iam aliviados (as) vendo estas e outras liberdades sexuais
/ afetivas e mais outras? (xô temer)
Em
um determinado momento Berna sentiu, q fazia parte destas cenas a
dessublimação repressiva, mas, seu conhecimento sobre isto era mui
pouco, buscou, entonces saber um pouco mais e entrou várias
esclarecimentos no trabalho:Marcuse:
cultura, ideologia e emancipação no capitalismo tardio, Luiz
Antônio da Silva Peixoto, Universidade Federal de Juiz de
Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil).
Este
texto
passa a se referencia naquele
trabalho, elaborado (o
texto) num só fôlego, por
isto algo ainda tosco, q se pretende
melhorar. Como vem acontecendo com outros textos de Berna, a
confecção dos mesmos é
mais um exercício pessoal buscando se entender algo, do
que uma tentativa de propagar uma ideia, mas, se alguém ler e
gostar, acharemos isto mui bom, se ler e comentar melhor ainda.
Entonces, adiante!
Por
mais atomizada, q seja a sociedade atual, tipo: cada qual no seu cada
qual, as pessoas buscam o outro, ninguém e afetivamente,
autossuficiente. Busca-se a pertença. Esta pertença significa ser
aceito por um determinado grupo e pelo outro.
Para
que aconteça a pertença e necessário se apresentar, e necessário
estar presente em determinados lugares, onde estarão os grupos ou
tipos de pessoas, que q cada indivíduo busca. E ai de varias formas
as pessoas se encontram.
Necessariamente,
quando se busca o encontro ou desencontro vai acontecer. Aborda-se
aqui só o encontro.
Os
encontros podem se dar de diversas maneiras, inclusive com alguma ou
nenhuma troca de palavras, as pessoa podem simplesmente se
entreverem, trocar algumas palavras ou iniciarem relacionamento de
amizade e / ou de namoro ou, simplesmente, como dizem os (as)
meninos (as), ficarem.
Quase
sempre acontece um entrever-se, que pode desdobrar em outras formas
de encontro ou n, mas é um momento em q se recebe e passa-se
mensagens ao outro. Entonces, a mesancene ou simplesmente uma cena,
os gestos, a indumentaria de cada um (a) é uma mensagem.
Mas,
as relações sociais não são fechadas em si, estão dentro de um
contexto amplo, q as permeia.
A
tatuagem, as menininha brincando em volta da mesa de um boteco, os
cachorrinhos debaixo de outra mesa são símbolos, q num primeiro
momento foram transgressões, mas num segundo momento foram
apropriados pelo sistema e transformados em objetos de consumos, n só
os produtos, as mercadoria (roupas q combinam com a tatuagem,
fetiches de roupas intimas, moda infantil, pet shop, coleiras,
produtos veterinários, academia e seus produtos, produtos para
terceira idade) mas o próprio discurso e mensagem q são
redirecionados e ressignificados aquilo q fundamentava a contestação
sofre um torque e passa a legitimar a dominação.
E
ai as ideias, os conceitos das culturas de resistência, populares e
da contracultura, são apropriadas pelo sistema e confirmada pelos
indivíduos, q assim legitimam a dominação.
Quando
o sistema vende a imagem apropriada da contestação ao próprio
sistema, quem compra esta imagem aceita algo q diz, q o sistema e um
agente de liberdade, de democracia. O consumidor na verdade só em
parte obtêm a liberdade, a de usar uma roupa despojada, por exemplo,
ao invés de um indumentaria formal, mas, n tem a liberdade de entrar
num determinado ambiente, que seja apropriado pelas classes de fato
ricas.
Junto
a isto, vem a chamada dessublimação, que justamente fazer com que,
q aquilo q era sublimado, tonado sublime, deixe de ser, passe a ser
algo, terra a terra, liberdade sexual até certo ponto, porque Eros é
suprimido, por isto, é uma dessublimação repressiva.
O
indivíduo primeiro vive a dessublimação, o q em principio é
positivo, não fosse esta dessublimação repressiva, q assim se
torna na medida
em
q o sistema libera o sexo e e anula Eros. Eros é um principio
transcende, q ultrapassa o sexo. Eros: o contado físico, a
degustação, o movimento, a alegria. Libido, oposto a morte,
explosão de vida. pulsão1.
Porém,
a dominação perderia o sentido se o sistema perder a necessidade de
oprimir, isto aconteceria devido a capacidade de produção advinda
das novas tecnologias, informática e robótica, no nosso entender, q
evitariam a ameaça da escassez q e o q impulsiona (obriga) a classe
produtora (operariado) a trabalhar horas e horas alienadas, p
sustentar toda sociedade.
Só
q isto tudo aconteceria num sociedade de abundância, q no nosso
entender é latente, mas, n vingou, pois o sistema criou o
neoliberalismo, q impede temporariamente o florescer da sociedade da abundância, adia o aparecimento desta sociedade, mas, que a primeira
vista, parece inevitável.
Nesta
sociedade de abundância sobrariam horas de folga para as pessoas, q
ao mesmo tempo teriam o necessário para se viver. Se estas horas de
folga n forem alienadas pela indústria cultural, teremos o o
surgimento do indivíduo q se auto-determina, q será o q quiser ser, posto q n obnubilado2,
sem
opressões, nas horas , realmente, livres.
Este
(a) novo (a) homem / mulher livres geriam um novo tipo sociedade.
Haveria
uma regressão ao narcisismo
primário, fase na qual
o Ego e o mundo ainda não se distinguem (MARCUSE, 1999a, p. 152 /
Marcuse: cultura, ideologia e emancipação no capitalismo tardio,
Luiz Antônio da Silva Peixoto, Universidade Federal de
Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil).
Assim,
a liberação dos instintos, para Marcuse, tem também um caráter de
libertação política e social, uma vez que ela é o pressuposto de
uma sociedade verdadeiramente livre e emancipada. (Marcuse: cultura,
ideologia e emancipação no capitalismo tardio, Luiz Antônio da
Silva Peixoto, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de
Fora, MG, Brasil).
Entendemos
q Marcuse fala de uma sociedade, com uma tecnologia, q permitiria aos
homens e mulheres viverem num sociedade semelhante a primitiva,
voltaríamos a Gaya ou encontraríamos a Gaya do futuro e ao homem
natural, um ente humano.
Uma
inferência q se pode fazer, é q esta seria uma sociedade matrifocal.
Nosso reencontro com as bruxas.
1Sigmund
Freud
usou
o termo Eros para definir libido
ou
o impulso vital como um dos instintos primários principais que
determinam o comportamento humano, ao lado da morte. A energia
psíquica de Eros é referido como libido. O instinto de vida é de
autoconservação das espécies e para a sobrevivência e reprodução
do indivíduo. A palavra Eros inclui tudo, que visa o prazer (como o
contato
físico, alimentação, energia, movimento, alegria). Disponível
em,
Eros
(psicanálise) – https://pt.wikipedia.org/wiki/),
acesso, 1 jan 2018.





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