segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Numa tarde de domingo...Marcuse







Perdeu-se! Essa matéria já estava quase pronta. Começava assim: Nossa (!) q cara de cansado! E aí...acostuma-se com a cara, e n se acha mais, q ela transmita tanto cansaço assim.
Seria uma taça? Taça de chope fica esquisito, mas vá lá. Chopinzinho honesto o do Amarelin, Av Prudente (q fica em cima do Córrego do Leitão), em uma margem , o bairro Santo Antônio, na outra, Cidade Jardim, Coração de Jesus e Luxemburgo, BH.
Branco e ouro velho, Marquin, um cãozinho da irmã de Berna, q fica mais na casa dele do q na dela, a negra Free é dele, mas, uma cadelinha com a cara tão grande (?) é pq o retrato foi tirado de perto! KKKK
E ai na outra mesa, em frente a de Berna, uma loira tatuada, duas garotinhas brincam em volta da mesa, quase ao lado da moça o pai das menininhas, do lado oposto um cara bolado e um outro, aparentemente, mais velho do que Berna.
Berna já relaxado, pq o garçom trouxe água para seus cachorrinhos e já esquecido da culpa de ter comido seu semelhante presente na linguiça de porco, olhava a cena da outra mesa, enquanto sua imaginação vagava sem noção de presente , passado e futuro.
Na sua viajem o povo de antanho via a cena das duas mesas e se escandalizava. Já racionalizando, pensou nos antigos vendo os casais de homem com homem e mulher com mulher, q aparecem com mui frequência nas vias e lugares públicos.
Quantos (as), dos (as) antigos (as) escandalizar-se-iam , quantos (as) sentir-se-iam aliviados (as) vendo estas e outras liberdades sexuais / afetivas e mais outras? (xô temer)
Em um determinado momento Berna sentiu, q fazia parte destas cenas a dessublimação repressiva, mas, seu conhecimento sobre isto era mui pouco, buscou, entonces saber um pouco mais e entrou várias esclarecimentos no trabalho:Marcuse: cultura, ideologia e emancipação no capitalismo tardio, Luiz Antônio da Silva Peixoto, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil).
Este texto passa a se referencia naquele trabalho, elaborado (o texto) num só fôlego, por isto algo ainda tosco, q se pretende melhorar. Como vem acontecendo com outros textos de Berna, a confecção dos mesmos é mais um exercício pessoal buscando se entender algo, do que uma tentativa de propagar uma ideia, mas, se alguém ler e gostar, acharemos isto mui bom, se ler e comentar melhor ainda. Entonces, adiante!
Por mais atomizada, q seja a sociedade atual, tipo: cada qual no seu cada qual, as pessoas buscam o outro, ninguém e afetivamente, autossuficiente. Busca-se a pertença. Esta pertença significa ser aceito por um determinado grupo e pelo outro.
Para que aconteça a pertença e necessário se apresentar, e necessário estar presente em determinados lugares, onde estarão os grupos ou tipos de pessoas, que q cada indivíduo busca. E ai de varias formas as pessoas se encontram.
Necessariamente, quando se busca o encontro ou desencontro vai acontecer. Aborda-se aqui só o encontro.
Os encontros podem se dar de diversas maneiras, inclusive com alguma ou nenhuma troca de palavras, as pessoa podem simplesmente se entreverem, trocar algumas palavras ou iniciarem relacionamento de amizade e / ou de namoro ou, simplesmente, como dizem os (as) meninos (as), ficarem.
Quase sempre acontece um entrever-se, que pode desdobrar em outras formas de encontro ou n, mas é um momento em q se recebe e passa-se mensagens ao outro. Entonces, a mesancene ou simplesmente uma cena, os gestos, a indumentaria de cada um (a) é uma mensagem.
Mas, as relações sociais não são fechadas em si, estão dentro de um contexto amplo, q as permeia.
A tatuagem, as menininha brincando em volta da mesa de um boteco, os cachorrinhos debaixo de outra mesa são símbolos, q num primeiro momento foram transgressões, mas num segundo momento foram apropriados pelo sistema e transformados em objetos de consumos, n só os produtos, as mercadoria (roupas q combinam com a tatuagem, fetiches de roupas intimas, moda infantil, pet shop, coleiras, produtos veterinários, academia e seus produtos, produtos para terceira idade) mas o próprio discurso e mensagem q são redirecionados e ressignificados aquilo q fundamentava a contestação sofre um torque e passa a legitimar a dominação.
E ai as ideias, os conceitos das culturas de resistência, populares e da contracultura, são apropriadas pelo sistema e confirmada pelos indivíduos, q assim legitimam a dominação.
Quando o sistema vende a imagem apropriada da contestação ao próprio sistema, quem compra esta imagem aceita algo q diz, q o sistema e um agente de liberdade, de democracia. O consumidor na verdade só em parte obtêm a liberdade, a de usar uma roupa despojada, por exemplo, ao invés de um indumentaria formal, mas, n tem a liberdade de entrar num determinado ambiente, que seja apropriado pelas classes de fato ricas.
Junto a isto, vem a chamada dessublimação, que justamente fazer com que, q aquilo q era sublimado, tonado sublime, deixe de ser, passe a ser algo, terra a terra, liberdade sexual até certo ponto, porque Eros é suprimido, por isto, é uma dessublimação repressiva.
O indivíduo primeiro vive a dessublimação, o q em principio é positivo, não fosse esta dessublimação repressiva, q assim se torna na medida em q o sistema libera o sexo e e anula Eros. Eros é um principio transcende, q ultrapassa o sexo. Eros: o contado físico, a degustação, o movimento, a alegria. Libido, oposto a morte, explosão de vida. pulsão1.
Porém, a dominação perderia o sentido se o sistema perder a necessidade de oprimir, isto aconteceria devido a capacidade de produção advinda das novas tecnologias, informática e robótica, no nosso entender, q evitariam a ameaça da escassez q e o q impulsiona (obriga) a classe produtora (operariado) a trabalhar horas e horas alienadas, p sustentar toda sociedade.
Só q isto tudo aconteceria num sociedade de abundância, q no nosso entender é latente, mas, n vingou, pois o sistema criou o neoliberalismo, q impede temporariamente o florescer da sociedade da abundância, adia o aparecimento desta sociedade, mas, que a primeira vista, parece inevitável.
Nesta sociedade de abundância sobrariam horas de folga para as pessoas, q ao mesmo tempo teriam o necessário para se viver. Se estas horas de folga n forem alienadas pela indústria cultural, teremos o o surgimento do indivíduo q se auto-determina, q será o q quiser ser, posto q n obnubilado2, sem opressões, nas horas , realmente, livres.
Este (a) novo (a) homem / mulher livres geriam um novo tipo sociedade.
Haveria uma regressão ao narcisismo primário, fase na qual o Ego e o mundo ainda não se distinguem (MARCUSE, 1999a, p. 152 / Marcuse: cultura, ideologia e emancipação no capitalismo tardio, Luiz Antônio da Silva Peixoto, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil).
Assim, a liberação dos instintos, para Marcuse, tem também um caráter de libertação política e social, uma vez que ela é o pressuposto de uma sociedade verdadeiramente livre e emancipada. (Marcuse: cultura, ideologia e emancipação no capitalismo tardio, Luiz Antônio da Silva Peixoto, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil).
Entendemos q Marcuse fala de uma sociedade, com uma tecnologia, q permitiria aos homens e mulheres viverem num sociedade semelhante a primitiva, voltaríamos a Gaya ou encontraríamos a Gaya do futuro e ao homem natural, um ente humano.
Uma inferência q se pode fazer, é q esta seria uma sociedade matrifocal. Nosso reencontro com as bruxas.
1Sigmund Freud usou o termo Eros para definir libido ou o impulso vital como um dos instintos primários principais que determinam o comportamento humano, ao lado da morte. A energia psíquica de Eros é referido como libido. O instinto de vida é de autoconservação das espécies e para a sobrevivência e reprodução do indivíduo. A palavra Eros inclui tudo, que visa o prazer (como o contato físico, alimentação, energia, movimento, alegria). Disponível em, Eros (psicanálise) – https://pt.wikipedia.org/wiki/), acesso, 1 jan 2018.

21. Obnubilado - Sinônimos de Obnubilado: turvação atordoado abombado aturdido azaranzado azoado cansado confundido confuso esfalfado estonteado exausto obnubilado sarapantado tonto trapalhão zonzo cego alucinado desamolado embotado inconsciente ofuscado perturbado rombo agitado alterado arvoado arvorado atónito atrapalhado comovido desarranjado emocionado engasgado transtornado zaranza desumbrado obscuro incompreensão desentendimento. Disponível em, Dicionário Informal, http://www.dicionarioinformal.com.br, acesso 1 jan 2018

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